Sejam bem-vindos ao outro lado do espelho, onde tudo pode acontecer (e acontece).

Wonderlando é um blog sobre textos diversos, descobrimentos e crescimento. A filosofia gira em torno do acaso, misturando fantasia e realidade de dois amigos que se conheceram também por acaso, Alice - que tem um país só seu -, e Yuri - chapeleiro e maluco nas horas vagas.

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12 de junho de 2011

[vento na] Rabiola

Meus olhos se fecharam como se nunca mais. Senti o peso do mundo me jogando para baixo do ralo, me misturando com o que preferimos esconder. Aquela sensação de voar em direção ao infinito e desconhecido foi muito mais forte do que na maioria dos dias. A sensação do vento é muito mais frio do que na maioria dos dias. Corta e dura pra sempre. Fez lacrimejar. Senti o caminho gelado se formando até os ouvidos que não ouviriam mais a sua voz pra me dizer. Não aprendi a começar quando se está no fim.

Você sabe dançar, e me ajudava a não embaralhar as pernas para andar sem regredir. Meus passos agora são só dois, e não quatro pés como de costume - só quando me ajoelho porque é o que tenho vontade sem exatamente me questionar a procura de respostas justificativas. Motivos que não.

Meus versos quebrados em meu violão desafinado não te disseram. Faltou sorriso pra me ensinar o caminho. Me faltou pra te guiar... Mesmo sem saber. Te machuquei pra me ferir, é algo que eu.

faço,
embaraço.








Afasto.

Quando se abriram, as lágrimas eram só sujeira que a gente limpa sem nem querer ver. Quando se abriram não enxergaram. Não quiseram ver. Pensei estar do outro lado, porque assim eu quis. Quando tive, perdi. E perdido, não sei mais querer. Descrente, lá fora está tudo bem, porque eu aprendi como se faz quando ninguém.

Minha vontade é de rasgar meu peito e jogar o coração pra bem longe, chorar todas as lágrimas do corpo e pular. Pra sentir voar, o vento a chorar os olhos que negam assistir sua ausência tentando enganar. Quando o colchão não afunda do meu lado porque você é presente de algo que forço passado.

Enquanto tudo acontece, aguardarei que suas forças me ergam. E se nunca mais vier, nunca mais irei. Até partir de vez como rabiola que luta para se desprender do fio e acabar morrendo na calçada.



“Para ficar sozinho é preciso abrir os olhos, segurar firme no que nos manterá desperto e suportar os olhos bem abertos dentro de todos os estragos que o tempo faz. Que o tempo fez. Que o tempo fará.”

Um comentário:

Au Revoir disse...

Nossos posts tão com uma vibe pesaaada...
¿qué pasa?
Eu gostei muito desse.

E no meu post, é bom que tu lê sem a música e depois lê novamente e vê se faz alguma diferença! kkk

Não posto mais com música tão cedo!