Sejam bem-vindos ao outro lado do espelho, onde tudo pode acontecer (e acontece).

Wonderlando é um blog sobre textos diversos, descobrimentos e crescimento. A filosofia gira em torno do acaso, misturando fantasia e realidade de dois amigos que se conheceram também por acaso, Alice - que tem um país só seu -, e Yuri - chapeleiro e maluco nas horas vagas.

Leia, comente e volte sempre... Ou faça como a gente e não saia nunca mais.

17 de junho de 2009

Even Deeper


Hoje eu acordei para me encontrar em outro lugar. Os rastros de minhas pegadas me levam para onde eu fugi. Parece que tudo que eu ouvi pode ser verdade. E você me conhece (bom, você acha que me conhece), sabe como eu sou, sempre me despedindo com adeus. Às vezes não me falta nada, mas ainda assim eu sinto falta.

Você sabe o quão longe esse caminho vai e o quão danificado eu estou. Quando eu acho que estou superando e chegando a superfície, eu percebo que só estou afundando cada vez mais. Eu não consigo soltar as lâminas que fincam cada vez mais densas. E tudo vai esmaecendo e escurecendo lentamente em direção ao fundo. Eu tenho que olhar para cima para ver o Inferno.

Em um sonho eu sou um eu diferente e você é perfeita. Encaixamos perfeitamente. E pela única vez na minha vida eu me sinto completo. Mas ainda assim eu tento arruinar tudo. São as vozes que eu ouço, que dizem para destruir, são elas que me convidam e pedem para eu me retirar.

O que me importa foi embora. Nada é vontade e não desejo. Todas as mãos que carregavam esperança estão atadas. E eu continuo afundando nesse caminho em direção a cidade fantasma, às ruínas de meus pensamentos. Eu não vou quebrar porque não há mais o quê. Eu não posso dar as costas, só ficar aqui, pisando em pegadas erradas, por caminhos tortos, regredindo...

3 comentários:

Alice disse...

me deu uma vontade ainda maior de estar com você

Brunna S. disse...

"Encaixamos perfeitamente. E pela única vez na minha vida eu me sinto completo."

(...)

lágrima e sorriso


ps.: tem uma luz ao seu alcance.

Au Revoir disse...

Os dois últimos textos,ó, supimpão!
Bonito mesmo de se ler.