Sejam bem-vindos ao outro lado do espelho, onde tudo pode acontecer (e acontece).

Wonderlando é um blog sobre textos diversos, descobrimentos e crescimento. A filosofia gira em torno do acaso, misturando fantasia e realidade de dois amigos que se conheceram também por acaso, Alice - que tem um país só seu -, e Yuri - chapeleiro e maluco nas horas vagas.

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14 de março de 2006

Menina do Brasil / 06' Bonnie

Sou contra armas. Aceito só arma branca, porque elas não matam mesmo, quem mata é a pessoa manejando a arma. Já não penso assim de armas de fogo. Elas podem disparar sozinhas e acidentalmente. Uma faca não vai voar no meio da sua testa por acidente. Digo, é possível, mas você entende o que eu digo, não?

Um dia eu segurei uma espingarda. Não tinha balas nem nada, mas me senti poderosa. Algo estranho. Muito estranho, mas eu "tava podendo"! Apontei para minha boca. Mal pude apertar o gatilho, não alcançava, mas apertei. Depois de um tempo, abri meus olhos e olhei a parede atrás de mim: felizmente, sem miolos nela. Mas ainda me sentia poderosa quando apontava para os outros. Fiquei com medo, muito medo do que poderia acontecer se ela estivesse carregada. Com medo porque gostei da sensação. O que faria eu com uma arma de verdade?

Meu crime seria com certeza algo relacionado a julgar as pessoas. Eu sou muito crítica. Portanto, acho que eu sou uma Eric Harris ou Dylan Klebold (de Columbine) em potencial. Eu colocaria todas aquelas pessoas que estudavam comigo no colégio, cursinho, pessoas que conheço em geral e faria elas ouvirem minhas críticas, falaria meus sentimentos, livraria as que merecessem uma nova chance. Mataria quem me desse na telha no momento, pois não sei te dizer as qualidades/defeitos de quem eu mataria, porque nunca imaginei-me matando alguém. Sei lá, exceto Bush e afins.

Mas também me vejo um pouco de Mengele, o Anjo da Morte. Sempre penso nos limites humanos, em experiências com eles, coisas bem horríveis. Por exemplo: eu adorei aquela experiência que o Jacob disse (não sei se é verdade, não achei nada sobre o assunto) de que japoneses pegaram bebês recém-nascidos e os deixaram sob cuidados apenas de máquinas, sem contato humano. Todos os bebês morreram. Conclusão: seres humanos não vivem sem amor e calor humano. Eu acho um máximo saber os fatos, porém é horrível a maneira de como alcançá-los.

Então, esses são meus crimes: criticar as pessoas e experimentar.

Porém, eu não preciso trabalhar sozinha... um gênio do crime é sempre bem vindo! Quem sabe não é por isso que estamos aqui, um na frente do outro, no corredor da morte? Seria nossa parceria a causadora de nossas mortes? Um novo Bonnie and Clyde?

[Ah, falando neles, dica: procura a música 97' Bonnie and Clyde na versão da Tori Amos, que é melhor que do Eminem. E acompanha com a letra. Muito bom, na Rádio Uol tem essa música].

2 comentários:

.H.deLata. disse...

Já conhecia a música, mas prefiro a original do eminem!! naquela época o cara era mto bom, meio psicopata tb!! isso o tornava especial

'06 Bonnie & Clyde me and my girl

Alice, in hopes of finding that damn rabbit disse...

Eu normalmente prefiro os originais... mas quanto a essa música, prefiro da Tori. Ela captou os sentimentos da letra e musicou mais de acordo. A música é fantástica, a melodia, a voz dela. Do Eminem é muito rápido, não dá pra gente pegar o verdadeiro pesar da música, entende?
Mas eu também não gosto de rap, portanto posso ser tendenciosa. Posso não né, sou. Não me agrada muito...
Mas aprecio a letra, dou crédito pra isso, e muito.

A Belisa ficou com medo quando ouviu a versão da Tori! hehehe